14 de fevereiro de 2010
DIREITO DE ARREPENDIMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
DIREITO DE ARREPENDIMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
DIREITO DE ARREPENDIMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
Rosinaldo Mendes, Advogado, Ministra treinamentos nas áreas de Atendimento e Consumidor.
REFERÊNCIAS
Neste trabalho, iremos abordar o fator psicológico do consumidor no ato da realização da compra, mais ainda, trataremos de forma preventiva as questões mais simples, dando exemplos do dia-a-dia em nossas lojas e abordando de forma prática um treinamento eficaz para ser aplicado nos atendimentos cotidianos.
Parte desse trabalho conta com a ajuda bibliográfica: Comportamento do Consumidor e pesquisa de mercado – 3ª edição – Roberto Meireles Pinheiro e outros.
Utilizarei minha experiência para tornar o acesso a linguagem e a prática de forma simples e eficaz.
A ANATOMIA DO CONSUMO
EDITORA ABRIL, EDIÇÃO 2091-ANO 41-Nº 50
MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA VEJA Nº 50
17 DE DEZEMBRO DE 2008
COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
BREVES ANÁLISES!
TEORIAS SOBRE O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
TEORIA DA RACIONALIDADE ECONÔMICA;
TEORIA COMPORTAMENTAL;
TEORIA PSICANALÍTICA;
TEORIAS SOCIAIS E ANTROPOLÓGICAS;
TEORIA COGNITIVISTA;
Segundo Solomon (2002:24), o comportamento do consumidor é entendido como o “estudo dos processos envolvidos quando indivíduos ou grupos selecionam, compram, usam ou dispõem de produtos, serviços, idéias ou experiências para satisfazer necessidades e desejos”.
Desta maneira, seu âmbito gira em torno dos processos cognitivos, motivacionais e emocionais que antecedem e sucedem a obtenção, o consumo e a disposição de bens, produtos e serviços.
TEORIA DA RACIONALIDADE ECONÔMICA
O eixo central desta teoria baseia-se em uma visão do consumidor apoiada na racionalidade econômica, isto é, o comportamento do consumidor obedece a um padrão egoísta e maximizador, cujas escolhas de consumo são pautadas por uma busca do maior benefício (prazer ou satisfação) ao menor custo possível.
O consumidor sempre buscaria uma maior satisfação com o menor custo possível.
Atualmente, essa não é a teoria mais utilizada, ela não leva em consideração as diferenças individuais, sociais e culturais que permeiam o comportamento do consumidor. Portanto não vamos nos aprofundar nela.
TEORIA COMPORTAMENTAL
A teoria comportamental enfatiza o comportamento e suas relações com o meio ambiente do indivíduo. O consumo, um tipo de comportamento, é um conjunto de reações fisiológicas e comportamento observáveis, geradas por estímulos localizadas no meio ambiente.
Desta forma, a influência no comportamento de compra dá-se com o estudo sistemático dos estímulos presentes no ambiente de consumo, que levam o consumidor a produzir reações positivas (aproximação) ou reações negativas (afastamento) em relação aos produtos disponíveis.
Essa teoria tem seu forte nos estímulos de marketing que maximizam a intenção de compra. Entretanto, por enfatizar o papel dos fatores ambientais, não lança uma luz a respeito do que passa na mente do consumidor no momento da compra.
TEORIA PSICANALÍTICA
Outra teoria utilizada na compreensão da dinâmica psicológica do consumo é a psicanálise, criada pelo neurologista austríaco Sigmund Freud. Sua ampla difusão na cultura contemporânea fez com que esta seja considerada uma abordagem importante para o estudo dos processos psicológicos inerentes ao consumo, cobrindo o que se diz acontecer “dentro” do consumidor no momento da compra.
Nesta abordagem, o consumo é a expressão de desejos inconscientes, posto que o indivíduo projeta nos produtos seus desejos, expectativas, angústias e conflitos.
O consumo é, então, uma tentativa de dar vazão a esses desejos, que encontram uma satisfação parcial ao se vincularem a produtos que mantêm uma relação de similaridade com estes.
TEORIAS SOCIAIS E ANTROPOLÓGICAS
O consumidor contemporâneo, crescentemente exigente e consciente de seus direitos, seria o resultado de um longo processo histórico de convergência entre os valores, que outrora eram antagônicos, utilitários e hedonistas (Campbell, 2001).
Desta forma, o consumo é um processo cuja significação social está em proporcionar uma referência para a construção da identidade social dos indivíduos, posto que a posse dos produtos define a posição social do consumidor, tanto em relação aos seus pares quanto em relação à sociedade como um todo (Bourdieu, 1984; Campbell, 2001; Featherstone, 1995).
Ao profissional de Marketing, é fundamental perceber que o consumo não é um ato meramente individual e racional, mas também um processo essencialmente social, possibilitando o posicionamento do indivíduo em relação ao seu contexto social e cultural.
TEORIA COGNITIVISTA
Atualmente, é a teoria mais utilizada pelos pesquisadores do comportamento do consumidor por integrar produto, consumidor e ambiente conforme visão de consumo como um processo de tomada de decisão (Engel, 2000).
Pensar o comportamento do consumidor como um processo de tomada de decisão implica ver o consumidor como aquele que opta por diferentes produtos, tendo por pano de fundo a influência de fatores cognitivos tais como percepção, motivação, aprendizagem, memória, atitudes, valores e personalidade, assim como os socioculturais, isto é, influência de grupo, família, cultura e classe social e ainda os situacionais, tais como influências localizadas no meio ambiente por ocasião da compra.
Devemos seguir várias dessas orientações para tirar o melhor proveito e satisfazer o cliente, estar atento com a ambientação da loja, adequação dos produtos, som ambiente agradável, atendimento de qualidade, compromisso na prestação de serviços entre outros.
Para os cognitivistas, as decisões de compra são variadas, mas podem ser classificadas:
Pelo tipo de produto;
Motivação do consumidor;
Freqüência da compra;
Busca e processamento da informação;
Percepção das alternativas por partes do consumidor e;
Influências situacionais.
A teoria cognitivista é, atualmente, a mais adotada pelos profissionais de Marketing. Por sua característica integrativa, ela procura levar em consideração diferentes aspectos que envolvem o consumidor e pesquisa de mercado para a tomada de decisão da compra.
FATORES DE INFLUÊNCIA NO COMPORTAMENTO DE COMPRA
O estudo do comportamento do consumidor é de fundamental importância para os profissionais de Marketing.
Saber quem é o consumidor;
O que ele pensa;
Em que ele acredita;
Quais são os julgamentos acerca de si mesmo e dos outros;
Qual sua posição na escala social;
A idade;
A renda;
O estilo de vida;
Bem como a reação dele aos estímulos presentes no momento da compra são fundamentais na busca incessante da compreensão dos consumidores.
FATORES DE INFLUÊNCIA NO COMPORTAMENTO DE COMPRA
É preciso sempre lembrar que o objetivo do Marketing não se resume apenas à venda do produto em si, mas envolve o atendimento das necessidades e desejos dos consumidores, gerando valor e satisfação para estes.
A compreensão dos fatores que influenciam o comportamento de compra possibilita não só uma visão mais aprofundada da dinâmica da compra, mas também abre um leque de possibilidades de intervenções com o uso de estímulos de Marketing que objetivem gerar bons resultados no comportamento de compra, criando valor para o cliente e produzindo a satisfação com o produto e o conseqüente envolvimento do consumidor com a compra.
FATORES DE INFLUÊNCIA NO COMPORTAMENTO DE COMPRA
Os fatores que influenciam o comportamento de compra podem ser agrupados em três níveis, a saber:
Fatores psicológicos;
Fatores socioculturais e;
Fatores situacionais.
FATORES DE INFLUÊNCIA NO COMPORTAMENTO DE COMPRA
O cuidado no atendimento ao consumidor;
A qualidade do produto;
A facilidade de entrega e;
Um serviço de atendimento pós-venda;
São elementos fundamentais para a criação de atitudes positivas do consumidor em relação aos produtos.
Qualquer deslize nessas etapas pode levar o consumidor a desenvolver crenças e valores negativos, anulando os esforços de geração de valor no sentido da construção de um relacionamento forte e significativo entre o consumidor e o produto e a Empresa.
TIPOS DE CONSUMIDORES
Nos Estados Unidos, foi criada uma classificação baseada no Sistema de Valores e Estilos de vida (Escala VALS2) mas não validada no Brasil.
Classifica os consumidores em diferentes estilos de vida de acordo com a forma como gastam seu tempo e dinheiro disponíveis.
Após uma exaustiva pesquisa, os estilos de vida são agrupados em oito tipos, a seguir descritos.
OS MODERNIZADORES (OU EFETIVADORES)
São consumidores localizados no topo da pirâmide social, com ganhos tão elevados e recursos tão amplos que acabam por orientar a si próprios.
São consumidores que ditam as regras da moda, não as seguem.
A imagem é importante para eles, não como evidência de status e poder, mas como extensão de seu gosto, independência e caráter.
Possuem uma ampla faixa de interesses, sendo abertos a mudanças;
OS REALIZADORES
São consumidores bem-sucedidos, com muitos recursos, orientados para o trabalho, politicamente conservadores e que se satisfazem basicamente com o trabalho e a família.
Preocupam-se com questões sociais e são abertos a mudanças.
Respeitam a autoridade e o status quo, preferindo produtos e serviços tradicionais que possibilitem exibir o seu sucesso.
OS SATISFEITOS
São profissionais maduros, com bom nível de instrução, reflexivos e que se sentem realizados e à vontade.
Passam as suas horas vagas em casa, mas são bem informados e abertos a novas idéias.
Tendem a ser práticos e valorizam a funcionalidade.
OS EXPERIMENTADORES
São consumidores ávidos, impulsivos, jovens que apreciam experiências excêntricas e arriscadas e extravasam sua grande energia em atividades sociais e exercícios físicos.
É o grupo mais jovem, que gasta muito com roupas, restaurantes fast-food, música e outros artigos favoritos dos jovens.
OS CRÉDULOS
São consumidores mais conservadores e previsíveis, com rendas mais modestas.
Dão preferência a produtos fabricados em seu próprio país e a marcas tradicionais.
Seus valores básicos estão ligados à família, à comunidade religiosa e social e à nação.
OS BATALHADORES (OU ESFORÇADOS)
Semelhantes aos realizadores, mas com menos recursos.
O estilo é extremamente importante para estes consumidores que buscam imitar padrões de consumo de outros grupos com maiores recursos.
Por isto, preocupam-se muito com a aprovação dos outros e fazem constantes comparações sociais.
OS CRIADORES (OU “FAZEDORES”)
São consumidores orientados basicamente para a ação, não sendo impressionados por posses materiais.
São pessoas que gostam de afetar seu ambiente por meios práticos, valorizando a auto-suficiência e concentrando-se em atividades ligadas à família, ao trabalho e às atividades físicas.
São consumidores orientados por finalidades práticas e funcionalidade.
OS LUTADORES
São consumidores que estão na base da pirâmide social.
São pessoas de renda muito baixa e com pouquíssimos recursos, preocupando-se em atender as suas necessidades básicas.
Por conta dos poucos recursos, tendem a ser consumidores mais leais a marcas.
FINALMENTE, OS FATORES SITUACIONAIS
Dizem respeito a uma gama de influências momentâneas e circunstanciais por ocasião da compra, tais como:
Ambientação da loja;
Displays nos pontos de vendas;
Disposição dos corredores e prateleiras;
Posição dos produtos nas gôndolas entre outros.
FINAL
O segmento varejista é uma das áreas que mais vem se beneficiando do uso de técnicas que focalizam a situação de compra, especialmente pelo fato de que a aquisição dos produtos é, na grande maioria das vezes, decidida dentro das lojas.
Os investimentos em promoção, embalagem, displays nos pontos de vendas, disposição arquitetônica e ambientação da loja (sistema de sonorização, qualidade e quantidade da informação, aromatização do ambiente) abrem inúmeras possibilidades na busca de estratégias que levem à otimização da intenção de compra.
Atualmente, as lojas de varejo deixaram de se meros depósitos de produtos, investindo em designs arquitetônicos que aliam o conforto à funcionalidade, tornando a experiência de compra cada vez mais interativa e instigante.
Rosinaldo Mendes, Advogado, Questiona o Social e a Fragilidade da Punição no Brasil.
"Quem não pode com o inimigo, divulga ele." (Rosinaldo Mendes)
O Big Brother Brasil (BBB) é um reality show da Rede Globo que teve a sua primeira temporada realizada em 2002. É a versão brasileira do reality show Big Brother, cuja primeira temporada mundial realizada em 1999 nos Países Baixos.
O nome do programa deve-se ao livro 1984, escrito em 1948 por George Orwell, no qual o Big Brother (ou Grande Irmão, como foi traduzido nas versões lusófonas do livro) é o líder que tudo vê da distópica Oceania, líder este que governa o mundo ocidental em um futuro fictício. Representado pela figura de um homem que provavelmente na trama não exista, vigia toda a população através das chamadas teletelas, governando de forma despótica e manipulando a forma de pensar dos habitantes.
O Big Brother orwelliano, na verdade, é o apresentador do programa. Ele é o único contato que os participantes tem com o mundo fora da casa. Além disso, como por exemplo na versão brasileira com Pedro Bial, o apresentador também assume a função de grande irmão ao instruir psicologicamente os participantes. É curioso notar que como em 1984, quando os participantes do Big Brother veem a éfige do apresentador na tela, esses o enaltecem da mesma forma que os habitantes da Oceania fazem com o Grande Irmão.
O programa consiste no confinamento de um número de participantes (na maioria das temporadas, 14) em uma casa cenográfica, sendo vigiados por câmeras 24 horas por dia, sem conexão com o mundo exterior: os participantes não podem falar com seus parentes e amigos, não podem ler jornais ou usar de qualquer outro meio para obter informações externas. O objetivo do programa é eleger como celebridades pessoas "normais", que se inscrevem enviando vídeos para a produção do programa.
No Brasil, o programa, além das trasmissões diárias na Rede Globo, é exibido em pay-per-view no canal por assinatura Premiere Shows e com flashes no Multishow.
O processo de seleção inclui o envio de material em vídeo que é selecionado e analisado pela produção do "BBB" de acordo com os critérios do programa. Após a seleção, os participantes são entrevistados e falam de seus planos para permanecerem dentro da casa. Em algumas temporadas, alguns participantes foram escolhidos por sorteio (4, 5 e 6) ou por olheiros nas ruas (7 e 8). A cada semana um competidor é eliminado por votação popular, até que fique somente o grande vencedor. Na nona edição, a produção usou o site 8p para promover a interação entre os candidatos, inclusive criando paredões virtuais.
Originalmente o prêmio para o vencedor era de 500 mil reais. Da quinta temporada em diante, o prêmio foi aumentado para 1 milhão de reais. Também há prêmios menores os para o segundo e terceiro lugar e um prêmio de participação para cada um dos competidores que não tiver desistido, proporcional à quantidade de programas em que eles tenham aparecido. Outros prêmios (geralmente não em dinheiro) são oferecidos por patrocinadores e são disputados esporadicamente ao longo do programa.
A casa foi construída em 55 dias úteis para o primeiro programa, com 2.300 metros quadrados, e sofreu várias alterações desde sua aparição na primeira temporada do programa. Ela fica localizada num lugar isolado do Projac, central de estúdios da Rede Globo em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.
Desde a primeira temporada, a casa usada é a mesma, que conta com corredores internos que não acessíveis aos participantes que são reservados para as câmeras que registram o que acontece na casa por detrás dos espelhos. A maior quantidade de câmeras são aquelas que estão presas nas paredes da casa (e que os participantes enxergam), que são controladas na central de edição do programa.
A casa conta atualmente com quatro quartos, sendo três de todos os participantes e um exclusivo do líder, que conta com televisão, DVD player, frigobar e outras mordomias. Excluindo a primeira edição do programa, quando os quartos eram identificados por cores, as temporadas seguintes costumaram adotar decorações temáticas, como "zen", "tropical", "urbano", "2 Filhos de Francisco" e "TV Colosso". Na terceira temporada do programa os quartos seguiam uma classificação por estrelas conforme seu tamanho e conforto.
As maiores mudanças na casa incluem a troca de lugar do quarto do líder da semana, que tem o seu local exclusivo: na primeira e segunda temporadas, o quarto ficava ao lado do confessionário onde hoje é a dispensa, mas o quarto foi movido para o pátio da casa a partir da terceira temporada.
Outras modificações maiores foram feitas no pátio da casa, com a inclusão de academia na quarta temporada do programa. A lavanderia ficava na ponta norte da varanda, mas na quinta temporada do programa foi movida para o canto da casa, no outro lado do pátio. Até a quinta temporada, a casa contava com três quartos, sendo dois públicos e um do líder, ganhando um terceiro quarto público na sexta temporada. A partir da sétima temporada, a casa passou a contar com um teto retrátil na área externa para permitir a realização de provas externas em dias chuvosos.
O confessionário é uma sala especial e apenas um participante de cada vez pode entrar lá, onde são feitas as votações individuais, conversas com os psicólogos e com a direção do programa e a movimentação da conta bancária, via caixa eletrônico.
Depois de um breve confinamento em um hotel, os participantes são levados em carros à casa, onde são recebidos pelo apresentador. Daí em diante, a cada semana é realizada uma nova prova para a seleção de um novo líder (é possível a um concorrente assumir a liderança por mais de uma vez). O líder é imunizado, isto é, não pode ser eliminado, e tem a obrigação de indicar em aberto um participante que irá ao Paredão (eliminação por votação do público). Os outros concorrentes, um a um, indicam o segundo candidato ao paredão no Confessionário (cabine isolada dos outros participantes). Os telespectadores escolhem o eliminado por telefone e pela internet. O procedimento é repetido todas as semanas até o fim do programa. Na nona edição, diferentemente das anteriores, em alguns paredões foi instituida uma urna contendo bolas brancas e pretas. Quem tirasse a bola preta perdia o direito ao sigilo do voto e era obrigado a faze-lo diante de todos.
O maior motivo de intrigas envolve as escolhas para o paredão. Em todas as temporadas foram testemunhadas a criação de grupos, comumente chamados de "panelinhas", entre alguns participantes, para combinarem o voto. Esses grupos são variados, formados por amigos próximos dentro do programa ou então por homens contra mulheres. Visto que o líder é o único a votar abertamente, muitas vezes o escolhido se desentende com ele.
O mecanismo básico foi modificado em temporadas posteriores do programa, com a inclusão de uma prova para escolher o "Anjo" da semana. O próprio anjo não ganha imunidade, mas pode conceder a um amigo a imunidade ao paredão. Essa imunidade é simbolizada por um colar.
No Big Brother Brasil 7 acontecia o veto ao anjo: depois de anunciado o destinatário do colar, ocorre um sorteio e a pessoa sorteada pode optar por vetar a transferência do colar de anjo. No Big Brother Brasil 8, sai o veto mas o anjo ganha um lado "monstro" onde deve aplicar um castigo em uma ou mais pessoas da casa (o primeiro foi deixar um participante fora da festa), situação que perdura na nona edição.
A impossibilidade de entrar em contato com o mundo exterior muitas vezes ocasiona um colapso emocional em participantes; não raro, choram de saudade de seus entes queridos. Muitos dos concorrentes, em entrevistas dadas após saírem do BBB, declararam que "não se tem noção do que é viver dentro daquela casa, vendo sempre as mesmas pessoas e sempre no mesmo lugar, não podendo sair de lá".
Para os competidores desesperados, há sempre a possibilidade de se deixar o programa a qualquer momento. O retorno não é permitido e outro jogador pode ou não ser posto no lugar do que saiu. Caso o participante tenha algum problema de saúde, um médico é autorizado a entrar na casa. Para casos menos graves, um kit de primeiros socorros está disponível para os participantes. Um psicólogo também atende os concorrentes no confessionário.
Até o presente momento foram realizadas nove temporadas do Big Brother Brasil. A última está em andamento desde 13 de janeiro de 2009. Apenas as duas primeiras aconteceram no mesmo ano, 2002, com pouco mais de um mês entre uma temporada e outra. Todas as outras edições, passaram a ser realizadas uma a cada ano, normalmente entre Janeiro e o começo de Abril, período em que não são exibidos os shows noturnos da Globo, como Casseta & Planeta, Urgente!, Toma Lá, Dá Cá e A Grande Família.
Estima-se que sejam realizadas temporadas até pelo menos 2011, dependendo da prorrogação ou não do contrato com a Endemol, que originalmente previa edições até 2008.
A primeira temporada começou em 29 de Janeiro de 2002. Foi apresentada inicialmente por Pedro Bial e Marisa Orth porém, alguns dias depois da estréia, Bial se tornou o único apresentador. Terminou em 2 de Abril de 2002 com a vitória do dançarino Kleber de Paula, o "Bambam".[carece de fontes]
|
Pódio |
Resultado |
Data de Saída |
Paredão |
|
Kleber Bambam |
Vencedor |
2 de Abril de 2002 |
68% (Final)[carece de fontes] |
|
Vanessa Pascale |
2° Lugar |
2 de Abril de 2002 |
21% (Final)[carece de fontes] |
|
André Gabeh |
3° Lugar |
2 de Abril de 2002 |
11% (Final)[carece de fontes] |
A segunda temporada começou pouco depois da primeira, em 14 de Maio de 2002, terminando em 23 de Julho daquele ano. O vencedor foi Rodrigo Fraga Leonel, o "Caubói". Até hoje foi o único BBB de meio de ano: todas as outras versões foram realizadas durante as férias de verão da programação da Globo.[carece de fontes]
|
Pódio |
Resultado |
Data de Saída |
Paredão |
|
Rodrigo "Caubói" Fraga Leonel |
Vencedor |
23 de Julho de 2002 |
65% (Final) |
|
Manuela Saadeh |
2° Lugar |
23 de Julho de 2002 |
35% (Final) |
|
Cida Moraes |
3° Lugar |
21 de Julho de 2002 |
Cida (59%) x Rodrigo (41%) |
A terceira temporada do BBB foi exibida de 14 de Janeiro a 1 de Abril de 2003. André Ferreira (Dhomini) foi o vencedor. Foi nesta edição que houve uma desistência de um participante logo no início da atração.
|
Pódio |
Resultado |
Data de Saída |
Paredão |
|
Dhomini Ferreira |
Vencedor |
1 de Abril de 2003 |
51% (Final) |
|
Elane Silva |
2° Lugar |
1 de Abril de 2003 |
49% (Final) |
|
Viviane Oliveira |
3° Lugar |
1 de Abril de 2003 |
Viviane (59%) x Elane (41%) |
A quarta temporada do programa foi ao ar de 13 de Janeiro a 6 de Abril de 2004. Pela primeira vez entraram participantes através de sorteio, poucos dias depois dos outros.
|
Pódio |
Resultado |
Data de Saída |
Paredão |
|
Gecilda "Cida" dos Santos |
Vencedora |
6 de Abril de 2004 |
69% (Final) |
|
Thiago Lira dos Santos |
2° Lugar |
6 de Abril de 2004 |
31% (Final) |
|
Juliana Lopes Leite |
3° Lugar |
4 de Abril de 2004 |
Juliana (60%) x Cida (40%) |
O BBB 5 foi realizado de 11 de Janeiro a 29 de Março de 2005. Foi criada uma moeda corrente no programa, a estaleca.[carece de fontes] Houve mais uma desistência: a participante Marielza sofreu um AVC durante o programa e precisou abandonar a atração. O vencedor foi Jean Willys.
|
Pódio |
Resultado |
Data de Saída |
Paredão |
|
Jean Wyllys |
Vencedor |
29 de Março de 2005 |
55% (Final) |
|
2° Lugar |
29 de Março de 2005 |
40% (Final) |
|
|
Sammy Ueda |
3° Lugar |
29 de Março de 2005 |
05% (Final) |
Estreou em 10 de Janeiro de 2006. A vencedora, Maria Nilza (Mara), entrou na casa através de sorteio.[carece de fontes]
|
Pódio |
Resultado |
Data de Saída |
Paredão |
|
Maria Nilza "Mara" Viana |
Vencedora |
28 de Março de 2006 |
47% (Final) |
|
Mariana Felício |
2° Lugar |
28 de Março de 2006 |
34% (Final) |
|
Rafael Valente |
3° Lugar |
28 de Março de 2006 |
19% (Final) |
A sétima temporada do BBB estreou em 9 de Janeiro de 2007. Diego Bissolati Gasques, o "Alemão", venceu a disputa em 3 de Abril.
|
Pódio |
Resultado |
Data de Saída |
Paredão |
|
Diego "Alemão" Gasques |
Vencedor |
3 de Abril de 2007 |
91% (Final) |
|
Carolini Honório |
2° Lugar |
3 de Abril de 2007 |
09% (Final) |
|
Bruna Tavares |
3° Lugar |
1 de Abril de 2007 |
Bruna (67%) X Carolini (33%) |
A oitava temporada do programa Big Brother Brasil teve início no dia 8 de Janeiro de 2008 e término em 25 de Março de 2008, durando 78 dias no total. O músico Rafinha foi o vencedor desta temporada, mas o maior destaque foi o polêmico psiquiatra Marcelo Arantes, considerado o protagonista do programa pelo apresentador Pedro Bial.
|
Pódio |
Resultado |
Data de Saída |
Paredão |
|
Rafael "Rafinha" Ribeiro |
Vencedor |
25 de Março de 2008 |
50,15% (Final) |
|
Gyselle Soares |
2° Lugar |
25 de Março de 2008 |
49,85% (Final) |
|
Natália Casassola |
3° Lugar |
23 de Março de 2008 |
Natália (54%) X Gyselle (46%) |
A nona temporada teve início no dia 13 de Janeiro de 2009, com algumas novidades.
Em todas as temporadas do Big Brother Brasil, (exceto o BBB 2, que não coincidiu com o carnaval) alguns dos participantes tiveram a oportunidade de ver os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
Alguns desfilaram no chão, outros em carros alegóricos em posição de destaque, e outros ficaram em camarotes.
Os quatros paredões que obtiveram maior número de votos aconteceram nos Big Brothers 8 e 7, sendo no BBB8, 2 paredões com recordes de votação.[carece de fontes] No Big Brother Brasil 8 na final entre Rafinha (50.15) x Gyselle(49.85) com 75 milhões e 300 mil votos.[carece de fontes] Em segundo foi o paradão triplo que conteve Juliana (50%) × Marcelo Arantes (47%) × Gyselle (3%) teve 65 milhões de votos.[carece de fontes] O recorde anterior foi no paredão Alberto (85%) × Analy (15) no Big Brother Brasil 7, Que teve 60 milhões de votos,[carece de fontes] Anteriormente na mesma temporada o paredão Diego Alemão (22%) × Fernando (78%) havia registrado 45 milhões de votos batendo o recorde do paredão Rogério (92%) × Sammy (8%) de 42 milhões de votos no Big Brother Brasil 5.
A recordista de rejeição de todas as temporadas do Big Brother, até hoje, foi Aline do Big Brother Brasil 5 que, ao ir pro paredão com a miss Grazielli Massafera foi eliminada com 95% dos votos. Em seguida vem empatado: Rogério, também do Big Brother Brasil 5, eliminado com 92% dos votos, contra Sammy Ueda; e, no BBB que obteve as maiores rejeições (7), o participante Felipe foi derrotado por Alberto também com 93%. Em terceiro lugar vem Carolini, empatada com Airton, ambos do Big Brother Brasil 7, foram eliminados com 91% dos votos. Vale ressaltar que os 91% que rejeitaram Carolini foram da final daquela temporada.
A recordista da diferença mínima percentual foi na final do Big Brother Brasil 8 Rafinha x Gyselle com 50.15% para Rafinha. O segundo lugar é de Juliana do Big Brother Brasil 5, que, ao disputar com Jean, o primeiro paredão do BBB5 foi eliminada com 50,65% contra 49,35% dele. Em terceiro lugar vem: Leka x Helena no Big Brother Brasil, em que Helena é eliminada com apenas 51% dos votos; Elane perdeu com o mesmo percentual na final do Big Brother Brasil 3 ao enfrentar Dhomini, o vencedor daquela temporada.
O paredão que obteve o maior número de votos foi Rafinha x Gyselle no Big Brother Brasil 8, que recebeu 75 mihões e 300 mil votos e deu o prêmio para Rafinha com 50,15% dos votos.
Veiculado em horário tardio, mas com chamadas durante toda a programação, o programa ensejou diversos debates acerca de seu conteúdo.
Em janeiro de 2008, a revista Ilustrada, suplemento do jornal Folha de São Paulo, inquiriu três especialistas em educação e psicologia acerca do conteúdo do programa. Estes foram unânimes em afirmar que não há qualquer conteúdo válido para crianças, existe exploração da sensualidade e que prejudicam "a formação da criança", como afirmou Carlos Ramiro de Castro. Para a professora de psicologia da educação Maria Silvia Pinto da Rocha o programa expõe as crianças à erotização precoce.[5]
O professor de psicologia Valdeci Gonçalves da Silva, entretanto, o programa apresenta alguns aspectos positivos, apesar de já em seu título demonstrar a desvalorização da língua portuguesa, de demonstrar que o confinamento produz situações alheias à realidade. Para ele, o programa serve como um "laboratório" de apreciação da conduta. Mas o autor ressalta que "num país tão carente de cultura o Big é um programa que, com tantos recursos investidos, não consegue passar algo mais instrutivo".[6]
Em 2002 o professor de ética jornalística da Faculdade Cásper Líbero, Eugênio Bucci, publicou contundente artigo em que equipara este reality shows ao crime de seqüestro, neste caso às avessas, uma versão circense do delito; para o educador, o programa é de mau gosto em todo o mundo, mas no Brasil chega a ser torpe. Compara os participantes a "bobos num confinamento prolongado", visando um sucesso à custa da perda da privacidade e não por um talento, pela qualidade do raciocínio ou por uma obra. Classifica-o como o mais deseducativo programa da televisão, porque passa valores como o de que a fama justifica qualquer humilhação, e a conivência dos adultos face às crianças dá a estas a impressão de que o "circo" da exposição é um meio de "ser alguém na vida". Para o professor de ética "Todos [os participantes] demonstram um pantagruélico apetite pela fama. Desejam mais evidência. Há outras versões a caminho, você pode apostar, sempre com a mesma lógica: pela fama, tudo é sacrificável."[7]
Rosinaldo Mendes, Advogado, Questiona o Social e a Fragilidade da Punição no Brasil.
Pode chorar. Pode sorrir, você passou no Exame de Ordem!
Foi com essa frase que dei a notícia para Iracema que ela havia passado no Exame de Ordem 2008.3.
A via Crucis começou há muito tempo, estudos, estudos e mais estudos. Nada foi mais importante que uma única decisão: Iracema decidiu passar no Exame de Ordem! Quando digo que essa foi a decisão mais importante não estou exagerando, realmente somos responsáveis pelos nossos sucessos, assim como também pelos fracassos.
Minha homenagem a ela não se rende apenas na aprovação no Exame de Ordem. Vai além, sua luta interior contra seus próprios limites foi vencida pela sua vontade de vencer, de ir além, de querer ser mais do que se imagina, não pelo fato de ser Advogado nessa sociedade que entoa valores ínfimos e cala-se diante dos verdadeiros valores que constroem uma sociedade mais consciente e justa. é que ela superou primeiro seu próprio monstro interior, aquele que devora nossa auto-estima, que fica sempre dizendo coisas negativas, uma verdadeira âncora afinal.
Nessa época de Big Brother, passar no Exame de Ordem é superar a si mesmo. Sem concorrências, podemos dizer que o sabor da vitória, e a certeza de ter se superado é maior que vencer qualquer prova onde comprovamos que nem sempre somos os melhores, mas sim que existem piores que nós. No Exame de Ordem fica uma certeza: Você venceu porque é melhor que você mesmo, você decidiu vencer e venceu!
Cema, ao transpor esse umbral, terás deixado para trás todas as tuas angustias, teus medos, a certeza de tua capacidade não dará chance para os que duvidaram de ti, cabe agora seguir sempre em frente e ponderando, ao arrefecer não se esqueça dos que sempre estiveram do teu lado, mesmo que na dor.
Freud, talvez tenha deixado o trabalho do inconsciente inacabado mas cheio de certezas. Certeza de que somos uma incógnita, seres jamais desvendados em sua essência mais íntima: O Cérebro.
Percorrestes uma longa estrada, escolheu o caminho de espinhos, mas em vez de dores encontrou o perfume das rosas, desabrochou em aprovação, fez feliz aqueles que te amam, e provou a ti mesmo que pode. Sim, dizia Ford, “Se você acha que pode ou se você acha que não pode de um jeito ou de outro você está certo” .
Temerosa, soube pedir auxílio aos protetores e foi atendida. Devemos sempre agradecer a Deus pela sua obra, não que somos incapazes, mas que sempre seremos instrumentos da vontade de Deus e Ele é bondoso, foi bondoso e sempre será o leme do nosso barco, que com certeza nunca estará a deriva se for guiado por Ele.
Eu sabia que passaria, desde o dia que decidiu passar me deixou seguro que passaria, talvez eu soubesse até mais que você dessa certeza, mas eu sabia.
Alguns de nós lida com as emoções de diferentes formas, tens tua forma de fazer isso, deves continuar sempre pura e forte como és, mas daqui pra frente terás em teus ombros o dever da sobriedade, mas contudo sem deixar de lado a doçura do coração. O Advogado é essencial à administração da justiça, mas acima de tudo é o principal responsável pelas mudanças do Estado Democrático de Direito.
Terás daqui pra frente uma missão, andarás sob o manto da Justiça, sem deixar de lado teus ideais, teus sonhos, tua vida.
Impressionante! Sempre queremos dizer muito, mas falta-nos palavras para enaltecer quando você já está enaltecida, inebriada pelo doce sabor da aprovação. Mesmo assim, me sinto no DIREITO de dizer CEMA venha para o meu mundo, a ADVOCACIA te espera, PARABÉNS!!!!!
Ingredientes do Êxito
O êxito espera por você, tanto quanto, vem exaltando quantos lhe alcançaram as diretrizes. Largue qualquer sombra do passado ao chão do tempo, qual a árvore que lança de si as folhas mortas. Não se detenha, diante da oportunidade de servir. Mobilize o pensamento para criar vida nova.
Melhore os próprios conhecimentos, estudando sempre. Saliente qualidades e esqueça defeitos. Desenvolva seus recursos de simpatia e evite qualquer impulso de agressão. Se você pode ajudar, em auxílio de alguém, faça isso agora. Enriqueça seu vocabulário com boas palavras.
Aprendendo a escutar, você saberá compreender.
A melhor maneira de extinguir o mal será substituí-lo com o bem.
Destaque os outros e os outros destacarão você.
Viva o presente, agindo e servindo com fé e alegria sem afligir-se pelo o futuro, porque, para viver amanhã, você precisará viver hoje. Habitue-se a sorrir. Recorde que desalento nunca auxiliou a ninguém.
Não permita que a dificuldade lhe abra porta ao desânimo porque a dificuldade é o meio que a vida se vale para melhorar-nos em habilitação e resistência. Ampare-se, amparando os outros. Censura é uma fórmula das mais eficientes para complicar-se. Abençoe a vida e todos os recursos da vida onde você estiver. Nunca desconsidere o valor da sua dose de solidão, a fim de aproveitá-la em meditação e reajuste das próprias forças.
Observe, todo o tempo é tempo de DEUS para restaurar e corrigir, começar e recomeçar.
(André Luiz / Francisco Cândido Xavier
Que o Sucesso e a felicidade te acompanhem nessa nova jornada.
Do teu eterno companheiro (chato, até de profissão) Rosinaldo Mendes.
(Rosinaldo Mendes, Advogado, Questiona o Social e a Fragilidade da punição no Brasil)
Sempre procuro contribuir com divulgações de textos que realmente tragam questões de reflexão para a sociedade e recomendo este por ter achado oportuno e adequado para o momento.
Texto extraído do Jus Navigandi
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=12213
As dificuldades que a sociedade brasileira enfrenta costumam ser analisadas por microscópio, isoladamente, sem a conexão que as sustenta, sem as causas que as provocam. Por isso é que, às vezes vista a doença, não se descobrem os germes da sua ambiência. Sem visão mais ampla, sem o telescópio que liga Saturno às suas luas, pode passar despercebido aquele elemento que parece menor, mas que cria um traço cultural decisivo e determinante de comportamentos hostis à legalidade, ao comportamento ético, à postura fraterna.
Se o Direito tem abstrações, tem concretudes. Se tem norma e valor, tem fato, dizia Reale. Muita norma padece de raiz na realidade. E muita realidade, mudada em piora, abandona a boa norma que antes produzira. Quer secar uma planta? Envenene sua terra! É o que, aos pouquinhos, vai acontecendo na sociedade contemporânea, com o arbusto do Direito, que um dia já foi árvore. Chamo a atenção a seguir para um fato, uma coisinha, diriam alguns.
Nestes dias surpreendi nas ruas a superação tanto do debates sobre o final da novela A Favorita, quanto das discussões em torno da Guerra no Oriente Médio. Surgiu um assunto novo: Começou o BBB! Aquele programa que, com perdão das más palavras, alguns intitulam de "bigbundas"… ou o "bigbrocha"… o "bigbródi"… o "bêbêbê"… esse terrível bê-á-bá, essa cartilha de construir no Brasil uma sociedade rasteira. Vejamos.
Não leiam este texto como comentário sobre o atual programa da TV Globo. De reality shows, me bastou, bicar episódios de Casa dos Artistas, naquela esperteza em que o Silvio Santos driblou a Rede Globo plagiando o programa da Endemol descaradamente. Mas era novidade e o Supla, uma figura. Quando veio o primeiro Big Brother Brasil, da Globo, vi que era mais do mesmo. Nunca mais perdi tempo.
Trata-se de pseudonovela de pseudo-realidade com atores medíocres, com os mesmos personagens de sempre, e aqui rogo novamente o perdão do leitor pela ênfases na descrição: a boazuda vagaba, a gostosa santinha, o esquentadão sarado, o sábio gente boa, o crianção chato, o diferente discriminado: gordo, negro, gay ou ancião… E… o indefectível Pedro Bial, claro, que ele tem que exercitar também seu tão-lento dramático de desistente poeta.
A filosofia é: -finja! Seja artificial, viva uma fantasia, faça de conta que é altruísta, afinal… "é um jogo", né? E isso justifica tudo. Conchavos, namoros, paqueras, traições, edredons, confessionários, ficar de quatro em frente às câmeras, pra mostrar o tamanho do "talento" e sonhar com a capa da Playboy de dezembro, ou da G de fevereiro, quem sabe? É um jogo. Resta saber quem é a "bola".
Aquilo é um misto de balcão de açougueiro com as carnes expostas, com exibicionismo calculado para o voyerismo eletronicamente cultivado. Crises ridículas, desavenças de pulgas, viram manchete… Espie à vontade… é a senha! E há gente que assina canais que transmitem aquilo 24 horas por dia! Quem é natural, sendo "espiado à vontade"? Onde a verdade num ser, o "BBB", que assim passam a se chamar os membros da confraria, que é um artefato eletrônico, alegórico,audiovisual?
Quantos já viveram aquela situação de ir ao zoológico, doidos pra mostrar a imponência do mundo animal para os filhos e dar de cara com um leão modorrento babando deitado na sombra, ou com uns tigres escondidos num canto distante. Isso é realidade! Vai ficar 24 horas acompanhando? Bom, aí, se cabe ibope, o tratador é orientado a mudar a dieta pra deixar o animal mais esperto, até deixá-lo com fome pra aguçar seus instintos predadores, ou dar-lhe umas espetadas pra ele desfilar sua África miserável pela jaula. Agora, se o animal é aparentemente racional, tipo humano, o tratador-emissora recomenda que andem sempre com os microfones (exceto no banheiro, por favor!), que se exibam para as câmeras, que inventem draminhas e promovam escaramuças, que se atraquem em pequenas disputas para diversão do público olheiro. Mais ou menos como parece ocorrer nas cabines de sexo em que uma mulher numa vitrine, se despe e geme profissionalmente seus falsos prazeres. Há pornografia, lá e cá. Toda venda do corpo sem afeto é prostituição. E a pornografia é a propagação da prostituição. No BBB vendem-se corpos, sem afeto, e o programa os divulga.
Sabendo-se a televisão como lançadora de moda e comportamentos, isso já deveria nos preocupar.
Mas há outro aspecto interessante. Aquela "Casa" é um criadouro de celebridades. Somos um país cuja história oficial – até que resgatemos aos seus muitos méritos, Pedro II e João Cândido, por exemplo - nos deixou sem nobreza ou heróis. Como não podemos falar mal do Príncipe Charles ou bisbilhotar a Duquesa de York, temos… "celebridades"! Como não mandamos gente à Lua, temos… "celebridades"! E precisa-se delas à farta, porque o exercício do mandato fugaz de celebridade é breve, bem menos que os 15 minutos de Andy Warhol. Um suspiro. O mercado pede mais. Sempre mais. Dão-se, a personalidades enfadonhas como aquele "Alemão do BBB", ares épicos, da mesma forma que se alimentam gansos à força pra extrair patê. Da mesma forma que se bombam aves para que tenham mais carne branca. Afinal, não se criam rãs, peixes, crocodilos, porcos para abate? O pessoal fica ali, em ambiente controlado, temperatura monitorada, alimentados, tratados… (E bem tratadíssimos, que a responsabilidade civil está aí mesmo!). Como em todo rebanho, alguns dão arroba melhor, outros menos, mas tudo serve ao mercado de instantâneas celebridades. BBB é como boi, dele tudo se aproveita.
E a telinha está lá, disponível, com suas tantas câmeras, para a maquiagem que a eletrônica proporciona. Ver a vida real não importa. Importa ver a vida supostamente real que, pela telinha, embora ficta, parece mais autêntica Ou mais divertida. Ou melhor maquiada, sei lá… Daí aquele ser medíocre, que nada fez nessa vida que mereça sequer um monossílabo numa nota de pé de página nos diários do universo, quando eletrônico se torna, convertido em feixes de elétrons que rebatem nos telões das TV’s, adquire magia. Assim surgem Sérgios Malandros. O chato comum que se torna pitoresco e acaba virando… celebridade!
Talvez seja o encanto com a criação do criado, porque o homem criou a televisão, máquina de criar ilusões. O homem, ser criado, que cria um boneco de barro e o adora como arremedo de deus, quando Deus, este sim, não cabe em bonecos ou barros, posto que é o Criador. Por isso, a maldição bíblica aos idólatras. Porque é ridículo. Maravilha-se a pobre formiga que se descobre capaz de cortar uma renda na folha. Mas se esquece de olhar a maravilha-formiga que é ela mesma, maravilha divina, a olho nu, vivenciada e acontecida.
Você que é fã do programa, me desculpe: tanta gente mais interessante, aí do seu lado! Olha bem, no sentido do drama comum e frugal, o big brother acontece aos seus olhos diáriamente. Só que as pessoas estão aí do seu lado, com seus achaques, gemidos, dores, mau hálito, perfume, testa brilhosa de suor… nada limpo ou ajeitado pela eletrônica. Na vida real é mesmo tudo real. Mundo real. Gente real. A casa delas não tem piscina bacana.
Mas é preferida a matrix da caixinha eletrônica. A tentação funciona, fazer o quê? As pessoas gostam de se deixar enganar. Num tempo de simulacros, é só mais um artifício. Fazer do que já nasce com script e personagem, uma aparência de vida surpreendente, quando na verdade aquilo é previsível vida, pré-fabricada pra garantir os ibopes necessários. Nada mais. Por isso os shopping-centers ganham das lojas de rua. O mundo lá dentro é asséptico, sem mendigos, sem pipoqueiros, camelôs, acidentes, bueiros. É falso, mas o povo prefere. E o shopping-center é uma ética, ao final. A ética da exclusão, naturalmente. A mesma do BBB nefasto.
Aquelas pessoas que puxaram o tapete uma da outra, que conchavaram, que excluiram… depois: aos prantos, abraços, e tristezas diligentemente calculadas para as telas de TV, afinal, pega mal não dar uma choradinha, né? Mas o ritual da porta de saída é uma forma de redenção. Aliviam-se culpas. O que sai, "compreende", abraça as pessoas que o chutaram fora, as mesmas que vertem umas lágrimas para as câmeras e assim buscam inocências. Que em geral são concedidas.
O paredão do BBB ensina: Não tem lugar pra todo mundo. Você tem que excluir o seu igual. Ele não é seu irmão, é seu concorrente. Elimine-o! E isso se transfere para o dia a dia, não tenham dúvida. Tempos neoliberais, crise ascendente, empregos que morrem. A luta pela sobrevivência é selva. Somos predadores. Necessário atacar. Atacar é sobreviver. Sobram os mais aptos. Ou… os que melhor "jogarem o jogo". E vira tudo um jogo: no amor, na vida, no trabalho! Gente jogando pra platéia. Trabalhando pra ser visto… amando por conveniência…
Aos que vencerem, o milhão, o topo, as capas de revistas, quem sabe, as novelas!!! Aos que perderem, a triste insígnia na biografia: "ex-BBB"!!!! Já garante umas idas nos programas periféricos dos canais concorrentes da matriz global.
Orwell falava, na sua grande crítica ao stalinismo, descrita na obra "1984", de um Big Brother em que um totalitarismo controlava cada passo e respiro de seus súditos. As pessoas eram vigiadas o tempo todo. O Big Brother da TV Globo, uma franquia do original, nascido em 1999, na Holanda, tenta passar às pessoas a impressão inversa, de que controlam algo. Afinal, acompanham, divertem-se, debatem, torcem e… votam!!! Ô tristeza essa, do voto que é confundido com participação, do voto que se vende como concessão de poder. Mas na verdade, o poder não é do espectador. Ele apenas fica ali, sendo adestrado, condicionado, e na hora que lhe é reservada, aperta um botão e produz o trabalho esperado. E ainda se orgulha de ter eliminado o fulano ou o sicrano, ou de ter sido decisivo na vitória do "Alemão do BBB"! Vejam: No Big Brother de Orwell o espectador era o governo, embora o cidadão controlado assistisse aos discursos e normas transmitidas pela TV da ditadura. Agora, a ilusão é de que "o governo" são os espectadores, que decidem futuros, milhões, capas da Playboy.
E o que acontece na Casa do BBB, acontece na Casa Brasil. Tudo mais acentuado agora, neste tempos de jornalismo espetáculo e de campanhas políticas de sabonete e margarina. Fica o eleitor ali, acompanhando a novelinha política e na hora "h", vai lá, põe seu voto na urna. Depois esquece. Iludido, acha que já "participou".
Devíamos observar o Big Brother pela ótica da Constituição Federal, cujo preâmbulo e primeiros artigos apontam para a sociedade brasileira o caminho da fraternidade, da ética, da inclusão, da erradicação da pobreza e da cidadania. E, mais, pela ótica específica do Art. 221 da Carta Maior, que exige da emissoras de rádio e televisão a preferência pelas programações educativas, artísticas, culturais e informativas, a promoção da cultura nacional e regional, o estímulo à produção independente e regional e, por último, mas garantia maior importância: o "respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família".
Um programa que faz acompanhar dramas artificiais mal interpretados, deixando esquecidos os dramas reais que moram do lado de fora da porta, não pode fazer bem à psique de uma sociedade. Um programa que consagra o jeitinho, a esperteza e o "jogo", não pode fazer bem à construção dos valores de jovens. Um programa que consagra a valorização da mulher pelas carnes que possa mostrar sem pudor, não ajuda à definição do papel feminino na cabeça de nossos adolescentes.
Hoje vemos, nas escolas brasileiras, tanto essa ética da exclusão, quando esse sexismo, respondendo à chamada, diariamente. Resultado: indisciplina, violência, bullying, episódios sexuais cada vez mais frequentes. O que se aprende na escola vai para a vida, não? Por isso, uma rusga de balcão de boate vira briga campal e logo, assassinato. Meninas que aprenderam que rebolar para as câmeras é um caminho para o sucesso, buscam ser misses, modelos, e acabam desviadas para a prostituição infanto-juvenil.
O que defendo, então? Censura? Claro que não! Defendo e clamo pela responsabilidade de governo e emissoras de TV, para que cumpram a Constituição. Se dão o veneno, que dêem o antídoto! E o antídoto para o BBB não é a Favorita, convenhamos. O antídoto está lá, na Constituição: educação, cultura, regionalização, valores! Essa história de "dar ao público o que ele quer" é conversa de publicitário. O que o público quer não é o que dá mais ibope. O que o público quer é o que a Constituição definiu. Se você começar a exibir execuções reais pela TV, haverá público. Para pornografia também. Até para as coisas indizíveis, público haverá. Não faz muito tempo, antes da mancada do Gugu com a falsa entrevista com atores disfarçados de líderes do PCC, a disputa Faustão x Gugu era um lixo. E a audiência, ávida, atrás da baixaria maior.
A Constituição não admite a baixaria. Pelo menos não num veículo de utilidade pública, que deve ser usado para o bem comum e para cumprimento dos objetivos do Estado brasileiro.
Logo, concluindo, o Big Brother, ao divulgar a ética da exclusão, ao privilegiar a mulher-objeto, ao indicar que "pelo jogo" vale tudo, ao ajudar a alimentar a alienação da população com a sedução da ilusória participação telefônica, não ajuda, nesta quadra perigosa da vida nacional, não ajuda na formação de um povo consciente e cidadão. Com o histórico de formação do povo brasileiro, de consolidação do sincretismo de tantas hipocrisias, de edificação do "jeitinho" como modo de sobrevivência, estimular a alienação e incentivar a secundarização da boa fé, o "bom-mocismo" de circunstância, parece ser jogar pólvora no incêndio. Com o carvão que resulta, se escreve num retalho de Constituição que sobra do fogo: -Uma nação alienada, big-brotherizada, não sustenta um Estado de Direito.
Sobre o autor
| Denilson Cardoso de Araújo | |||
Informações bibliográficas: |
|||
Denilson Cardoso de Araújo
serventuário de Justiça do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
(Rosinaldo Mendes, Advogado, Questiona o Social e a Fragilidade da Punição no Brasil)

(Rosinaldo Mendes – Questiona o Social e a fragilidade da Punição no Brasil)
Não sou afeito as frases prontas, respostas formuladas, falas mecânicas onde o ser humano deixa de lado sua maior capacidade de criação, de pensar propriamente dito.
No dia 22 de julho de 2008, recebi por telefone o resultado do Exame de Ordem da OAB-MA através da minha esposa, a felicidade invadiu minha alma, êxtase diante de uma conquista quer só pode ser entendida por pessoas mais próximas de mim.
Chegar até aqui não foi fácil, mas lições não ficaram em vão, diante dos dissabores da vida temos uma certeza, vale à pena sonhar, e mais ainda, vale a pena trabalhar de forma incansável para realizar esse sonho. Não estou sozinho! Diante da vitória descobrimos que muitos estão conosco, outros que por decisão divina, já não podem compartilhar desse momento, mas com certeza se rejubilam pela semente plantada nesta terra tão íngreme.
Falar dessa conquista não é fácil, fácil seria dizer, agora sou Advogado e daí! Daí que chegar aqui requer uma retrospectiva de uma vida de lutas, de partilhamento, e, sobretudo de reconhecimentos. Reconhecer que não venci sozinho, é claro. (…) contribuiu muito, me ajudou nas primeiras aulas do Supletivo e muito mais, meu sogro (Antonio Carlos Pinheiro – senteeconverse.blog.terra.com.br) sempre me fala de uma frase de “Maguila” para seu técnico quando disse: Lá em cima somos só nós dois. Sabemos que precisamos dar o máximo da nossa capacidade para superar os obstáculos, mas convenhamos sozinhos não chegaríamos.
Pois bem, oriundo de São Mateus do Maranhão, depois de uma passagem por Zé Doca – que não faço gosto em lembrar – cheguei em São Luís, datava 1982, ainda com uma tremenda ressaca da surra dada pela necessidade que passamos em Zé Doca – coisas comuns a milhões de famílias brasileiras –, mas cheio de sonhos, a possibilidade de uma nova vida me fascinava, faltaram apenas orientações nesse novo mundo.
Novidades, descobertas, fascínio, tudo isso era um preparativo para o que ainda estaria por vir. Na minha adolescência fiz de tudo, fui para o garimpo, trabalhei roçando “juquira”, trabalhei como caseiro de sítio, muitas pescarias, trabalho “braçal” na construção civil, na topografia e ainda outros “bicos” para sobreviver.
Comecei trabalhar com topografia em 1984, já tinha descoberto o gosto pela Engenharia e Arquitetura, mesmo fazendo cálculos através da Trigonometria – e olha que nem sabia o que era isso –, que me fascinavam.
Em 1987, comecei o que posso definir como uma nova fase da minha vida, não poderia esquecer que em abril deste ano encontrei uma visionária: (…) Jamais imaginaria que esse seria o fator de mudança da minha vida, me mostrou um mundo novo, cheio de desafios, mas com algo que ainda não havia esperimentado: O Conhecimento.
Sou extremamente movido a desafios, é lógico que me faltaram instruções para descobrir mais cedo meu caminho. Isso, em nenhum momento me desanimou. Sou profundamente grato aos meus pais (in memorian) por tudo que fizeram por mim, dentro dos seus limites, mas fizeram. Só minha existência já se faz suficiente agradecer a eles, onde quer que estejam sabem o quanto lutei para retribuir tudo o que fizeram, sei que falhei, não pude dar a eles o que realmente desejei.
Destaca-se desse contexto, partes da minha vida que tornaria esse breve comentário sobre a aprovação no Exame de Ordem enfadonho. Vamos partir de 1988, ano em que me casei. Desde cedo, tive uma grande ajuda, (…)sempre me acompanhava na minha busca por conhecimento, e logo deparamos com uma palavra que hoje nos serve de grandes gargalhadas, ela me perguntou posso te corrigir? Eu, humildemente disse: Pode. Ela então disse: Não se fala VEVE e sim Vive, ou seja, Eu vivo, tu vives, ele vive… (risos).
Em 1988, continuei na Construtora Andrade Gutierrez, na profissão de Nivelador Nível III, depois de ter entrado como ajudante de topografia. Minha primeira filha nos deu sua graça em 1989, felicidade total, momentos inesquecíveis e lindos dignos de uma primeira filha.
Continuando, em 1990, comecei a retornar aos estudos, depois de longos 11 (onze) anos sem nenhum contato com estudos. Fiz então um Supletivo de 1º Grau, algo como juntar todo o primeiro grau em um ano, em 1991 fiz o Supletivo de 2º grau e finalmente estava com o diploma do ensino médio. Ufa! Que coisa hein, mas era só o começo, (…) foi muito importante nessa fase, foi quem me ajudou nas primeiras aulas, me ajudava nos cálculos e pasmem, foi quem me tranqüilizou quando cheguei em casa assustado com uma aula de português sobre fonemas.
Depois, já familiarizado com os livros do meu sogro – que abuso da boa vontade até hoje –, comecei lendo livros de auto-ajuda, motivacional, romances, literatura e fui gostando mais e mais. Vocês não vão acreditar: Eu ainda não sabia o que era Direito, Advogado, essas coisas que no meu mundo nem se falava. Mas lendo e sendo incentivado a ler, fui descobrindo o Direito, não descobrindo em mim, na verdade ele já estava em mim, descobri que era isso que eu queria desde sempre.
Devido essa descoberta, lutei muito para passar na Universidade Federal, não consegui, mas fiquei com índices bons para aquela época. Desistir? Jamais, sou movido a desafios, tinha um sonho e comecei a lutar para atingir meus objetivos.
em janeiro de 1991, precisamente, sai da Andrade Gutierrez e fiquei apenas fevereiro desempregado, em 08.03.1991 começei a trabalhar no Armazém Paraíba, fruto do pedido de minha esposa para a mãe do Chefe de cobrança o Sr. Cardoso, fiz os testes e começei a trabalhar como Cobrador externo – início de uma trajetória que muito me orgulha –, sempre me dediquei a tudo que faço com esmero. Há uma corrente nos dias atuais que diz: O certo é aprender a gostar do que faz e não somente fazer o que gosta, eu já fazia isso há muito tempo, e tenho certeza que essa postura me ajudou muito.
Fiz da leitura minha arma, lia muito, fazia cursinhos, estudava em casa, continuava explorando a biblioteca particular do meu sogro, gostava do trabalho que realizava, sempre dedicado aos detalhes ia aprendendo muito, quando chegava no final do expediente para prestar contas do trabalho externo, havia uma quantidade grande de cobradores e como eles queriam ir embora logo, prestavam contas na ordem de chegada e com isso eu ficava sempre por último. O que fiz então? Passei a chegar e preparava as fichas e enquanto os outros estavam preocupados em aguardar eu falava com o chefe da cobrança e pedia para ajudar nos serviços internos, com isso fui passando a ser útil também nesse setor e passei a trabalhar como Auxiliar de Cobrança.
Em 1994, nasceu minha segunda filha, nos completou de felicidade, somos felizes pelas filhas que temos, são motivos de muito orgulho para nós.
Em 1996, passei para Economia, cursei o primeiro mês mas desisti, não era isso que eu queria. Neste ano infelizmente perdi meu Pai, a melhor lembrança que trago do meu último momento com ele é quando na UTI falei que havia passado para Economia e ele sorriu como um Pai feliz, mesmo nesse momento ele estava me passando uma grande lição de felicidade e hoje sei que está ainda mais feliz pela minha aprovação no Exame de Ordem da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Maranhão, cuja seleta e respeitada categoria eu faço parte, posso encher o peito e dizer: Sou Advogado, com muito orgulho.

(Rosinaldo Mendes – Questiona o Social e a fragilidade da Punição no Brasil)
Continuação.
De início, vou falar um pouco, uma pequena passagem de minha vida, não sem antes citar um trecho de Humberto de Campos que faz parte da minha vida e se assemelha um pouco com minha história – com extrema humildade e sem nenhuma pretensão, pois jamais chegarei a deixar uma marca tão profunda como a dele: Um Imortal.
“… um homem que fez sozinho a sua marcha desde as vizinhanças do berço, e lutou sozinho, contra todos os obstáculos da sua própria condição e contra todas as tentações que o assaltaram pelo caminho. Não cheguei muito alto, de modo a ombrear com os notáveis (…), porque vim de muito baixo. Mas percorri maior distância do que eles, porque vim de mais longe”. (In Memórias)
Sempre tive disposição para enfrentar a vida da forma como ela se apresentou para mim. Sem, contudo, reconhecer os diversos caminhos que tomei, foram frutos de decisões por minha conta e risco. Temos o poder de mudar nossos “rumos” e como diz uma frase: “Não podemos mudar a direção do vento, mas podemos mudar a posição das velas”. Pois bem, com base em pensamento positivo foi que mudei o rumo da minha vida.
No ano de 1999, precisamente no final, quando eu havia passado por um longo período de desestabilização – fruto de minhas próprias atitudes –, comecei a ler muitos livros de auto-ajuda. Foi somente o fato de lê-los que mudou minha vida?! Claro que não, precisei de muita atitude para chegar até aqui.
Pois bem, comecei seguindo um princípio básico: Escrevi meus projetos de vida em minha agenda que guardo até hoje. Fiz inconscientemente, pois ainda não tinha orientações para tal coisa. Fiz o seguinte: Projeto à curto prazo, projeto à médio prazo e projeto à longo prazo. Nessa época estava morando em regime de aluguel e tinha necessidade da casa própria e também sonhos pessoais – onde claro em todos os meus projetos sempre tinha minha família presente.
Estou citando essa passagem para enfatizar o fator pensamento positivo, no meu caso já com resultados comprovados e levando em conta que ainda não tinha lido sequer a coqueluche do momento: O Segredo.
Convém lembrar, que toda essa história se faz necessário para que possam entender o sonho que eu acabei de realizar.
Pois bem o projeto em curto prazo, hoje concretizado, casa já quitada. Comecei então a trabalhar a parte do curso, era o meu sonho pessoal e eu queria realizá-lo, mais uma vez o universo conspirou a meu favor e em fevereiro de 2002 iniciei o Curso de Direito, primeiro pelo esforço de começar, depois com a “mão” do Senhor Valdecy Claudino – a quem serei eternamente grato! –, continuei. Hoje concluído, tornei-me Advogado com a ajuda de Deus, é claro.
O Sonho à longo prazo tem tudo para se concretizar.
No último dia 11 de setembro de 2008, participei da solenidade de Compromisso organizada pela OAB. Não tinha o glamour que eu esperava, mas o sentimento que invadia minha alma era de júbilo, era o sentimento de quem olha para trás e passa um filme completo em sua cabeça, a certeza de mais uma etapa cumprida.
Ser Advogado tem vários significados, para mim, de onde vim, como cheguei, e porque venci significa romper a barreira dos próprios limites. Lembro com clareza do primeiro dia de aula de Direito Civil quando uma professora fazendo a apresentação dos alunos me perguntou porque eu fazia Direito? Respondi a ela que era por vocação. Ela então veio com a seguinte ironia: Não é uma vocação tardia? Respondi que seria se nós fóssemos donos dos nossos destinos!
Fazer parte do quadro da tão renomada Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão, me enche de orgulho e deixa minha auto-estima inabalável.
Dedico essa vitória aos meus pais (in memoriam) pelos valores que me passaram mesmo diante de um mundo cheio de armadilhas, de tropeços, de dificuldades, não gosto de falar de pobreza, nunca fui um “pobre coitado” tenho defeitos e qualidades mas sempre tive uma enorme energia propulsora dentro de mim: Meus sonhos.
Agradeço ainda a minha esposa, pelos incentivos, ao Tatah e dona Nena pelo tratamento de filho que sempre me deram, citar nomes é perigoso, as vezes somos levados a esquecer de pessoas que foram muito importantes em nossas vidas para a realização do nosso sonho. Fico devendo uma dedicatória com nomes de todos aqueles que estiveram comigo nessa luta, aguardem!
A minhas filhas, meus agradecimentos por entenderem minha ausência mesmo estando presente, estudar requer disciplina e comprometimento.
Essa é apenas a primeira parte dessa História, volto depois com mais.
E é com muito orgulho, que elevo minha voz ao “alto” em forma de agradecimento.
Rosinaldo Francisco Alvino Mendes
OAB/MA 8.733

(Rosinaldo Mendes – Questiona o Social e a fragilidade da Punição no Brasil)
Como anda sua FÉ?
"Fé é acreditar em coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem, independentemente daquilo que vemos, ou ouvimos". Definição encontrada na Bíblia carta do Apóstolo Paulo aos Hebreus, capítulo 11, versículo 1.
Comum a todas as religiões, a FÉ não poderia ser comum a todas as pessoas? Até poderia! Mas temos uma facilidade enorme de ver as coisas sempre pelo lado do negativo.
Não pretendo discutir religião, longe de mim – mero leitor de Salmos, de alguns livros espíritas, com profundo interesse nas histórias medievais, gosto de pesquisar o passado para compreender o futuro e viver bem no presente.
O que pretendo é trazer a lume é a FÉ, a FÉ do Presidente Luís Inácio Lula da Silva quando no discurso de posse disse que queria ver cada brasileiro com comida na mesa! A FÉ de Martin Luhter King Jr. Quando profetizou a vitória da igualdade nos Estados Unidos através do então Presidente eleito Barack Obama. A FÉ de Mahatma Gandhi ao acreditar na luta desarmada pela liberdade. A minha FÉ quando acreditei que era capaz de vencer meus próprios limites e superar os obstáculos comum a milhões de brasileiros.
A FÉ pregada por Jesus Cristo com seus discipulos ao andar sobre as águas, enfim a FÉ pura e propriamente dita. Mas podemos explicar a FÉ? Vejamos!
FÉ é uma firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém. A palavra Fé veio da palavra grega pí•stis, que transmite a idéia de confiança, fidúcia, firme persuasão.
A FÉ se relaciona de maneira unilateral com os verbos acreditar, confiar ou apostar, isto é, se alguem tem FÉ em algo, então acredita ,confia e aposta nisso, mas se uma pessoa acredita ,confia e aposta em algo, não significa, necessariamente, que tenha FÉ. Pode-se considerar que ter FÉ é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, pelo que acredita,confia e aposta.
A FÉ se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida. Também não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência física racional.
É possível nutrir um sentimento de FÉ em relação a um pessoa, um objeto inanimado,uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, uma crença popular, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião.
A FÉ não é baseada em evidências físicas reconhecidas pela comunidade científica. É, geralmente,associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outros através de relatos. Nesse sentido, é geralmente associada ao contexto religioso. (Origem: Wikipédia – A Enciclopédia Livre)
Fé Bíblica
Na Bíblia, fé traduz a palavra grega pí•stis, que transmite a idéia de confiança, fidúcia, firme persuasão. A fé é "o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem". (Hebreus 11:1) Transmite a idéia de algo subjacente a condições visíveis e que garante uma posse futura, sendo a base de esperança e a evidência para se ter convicção a respeito de realidades não vistas. Segundo Romanos 10:17 a fé vem pelo ouvir pela palavra de Deus, de modo que a fé não é credulidade, mas baseia-se em conhecimento dos ensinos de Jesus e das promessas relacionadas.
Fé Cristã
Todo o conjunto dos ensinos transmitidos por Jesus Cristo e seus discípulos constitui a “fé” cristã. (Gálatas 1:7-9) A fé cristã baseia-se em toda a Bíblia como a Palavra de Deus, que inclui as Escrituras Hebraicas, as quais Jesus e os escritores das Escrituras Gregas Cristãs freqüentemente citaram em apoio das suas declarações. Segundo estas Escrituras, para ser aceitável a Deus, é necessário exercer fé em Jesus Cristo, (Jo 3:36) e isto torna possível obter uma condição justa perante Deus. (Gál 2:16)

(Rosinaldo Mendes – Questiona o Social e a fragilidade da Punição no Brasil)
O Começo!
Uma nova fase inicia-se em minha vida, a fase do descobrimento, do renascimento, da volta por cima, do querer é poder, do acreditar, do sonhar, das mudanças, das realizações. Tudo isso iniciou-se com a leitura do livro O Poder do Subconsciente. A partir de então o gosto pela leitura foi aumentando e cada vez mais sinto a vontade de crescer, descobrir novas fronteiras, superar limites, ir além do possível, ser alguém dentro de uma sociedade que impõe as regras mas que no fundo serve para nos manter vivos, sempre buscando o melhor e descobrindo algo mais em nós mesmo: A capacidade de nos superar a cada dia.
Fragmento escrito por mim, na minha agenda, em 02.08.1999 às 18:30h